Os 10 melhores filmes sobre a Guerra do Vietnã (2024)

A opinião pública revoltou-se contra o envio de mais jovens para o Vietnã – e o cinema seguiu essa linha de contestação. Pela primeira vez na história dos filmes de guerra, o Exército americano assumia papéis de vilão.

Texto: Alexandre Carvalho | Design: Andy Faria | Imagens: Divulgação

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planeta todo comemorou. Sem a intervenção dos Estados Unidos na 1ª e, principalmente, na 2ª Guerra, a história do mundo seria outra. Provavelmente pior. O país parecia predestinado à glória nos grandes conflitos entre nações. Até que a decisão de se intrometer na guerra de um pequeno país do Sudeste Asiático deu fim à exuberância dessa autoimagem.

A Guerra do Vietnã durou muito mais do que as autoridades dos EUA imaginavam – mais que as duas grandes guerras juntas. Quase 60 mil soldados americanos morreram em combate – e militares abusaram de matar civis vietnamitas. A opinião pública revoltou-se contra o envio de mais jovens para a Ásia – e o cinema seguiu essa linha de contestação. Pela primeira vez na história dos filmes de guerra, o Exército americano assumia papéis de vilão.

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Nascido para Matar

Stanley Kubrick – 1987

Os 10 melhores filmes sobre a Guerra do Vietnã (1)

Honra ao mérito: Mostra a formação de soldados com um mergulho na psicose.

Os anos 1980 foram cheios de filmes a respeito de soldados em treinamento – A Força do Destino, O Destemido Senhor da Guerra… Mas nenhum deixa a sensação de uma joelhada no baço como este aqui. Seguindo a linha Kubrick de personagens diabólicos, o sargento Hartman é um sádico que comanda o treinamento de fuzileiros navais que vão para o Vietnã, num esforço para desarranjar o equilíbrio psicológico da rapaziada. Sua vítima preferida é o soldado Pyle (Vincent D’Onofrio) porque este – meio abobado – parece não saber o que foi fazer ali.

O oficial chega perto de estrangulá-lo por causa de um sorriso besta numa descompostura. Esse perfil psicótico também se revela no discurso. Em uma cena emblemática, o oficial se orgulha de Lee Harvey Oswald ter aprendido a matar com os marines – tão bem que acertou o crânio do presidente Kennedy num carro em movimento. Em outra cena, após dizer que os aprendizes estão casados com suas armas (“a única vagina em que vocês vão encostar”), manda que troquem o Pai-Nosso antes do sono por uma “Oração ao Rifle”. Pagar flexões é um refresco perto das bizarrices.

O objetivo desse estorvo todo é anular as personalidades dos soldados e transformá-los em autômatos programados para matar – até seus nomes são trocados por apelidos pejorativos, uma forma de apagar qualquer traço de identidade. O problema é que esses robôs humanos podem ter reações imprevisíveis – como veremos no clímax ultraviolento dessa primeira parte do filme.

Veterano de guerra, o ator Lee Ermey, que interpreta esse sargento, havia sido contratado de início apenas como consultor militar – trabalho que já fizera em outras produções, como Apocalypse Now. Mas ele já chegou determinado a roubar o papel. Diante da recusa do diretor, que achava que ele não tinha cara de perverso, Ermey insistiu: aproximou-se de jovens atores que estavam fazendo testes para recrutas e começou a esbravejar ao estilo de um militar casca grossa, humilhando-os a ponto de os garotos desabarem em prantos. Kubrick ficou convencido na hora – estava diante de um intimidador nato.

Na segunda parte, os fuzileiros já estão em plena guerra. É quando o personagem principal, o soldado Joker (Matthew Modine), dá mostras da ambivalência que irrompe quando se é estimulado a matar. Dá para manter uma autoimagem positiva após tirar a vida de alguém? Em Além da Linha Vermelha, o soldado Bell, que nos é apresentado como um modelo de integridade e apego aos valores que deixou em casa, fica paralisado quando acerta um inimigo pela primeira vez: “eu matei um homem…”.

É uma pequena vitória, mas sua expressão é de incredulidade – “que espécie de pessoa sou eu agora?” Joker não chega às mesmas elucubrações filosóficas – lembremos que foi blindado emocionalmente –, mas compartilha dessa ambiguidade. Seu capacete tem o símbolo hippie da paz e também a expressão born to kill (“nascido para matar”). Já nas cenas finais, espantado ao descobrir que o sniper vietcongue que estava eliminando seus companheiros não passa de uma menina, Joker balançará entre a piedade e o puro prazer de puxar o gatilho. A conclusão, como nos melhores enredos, o diretor deixa a cargo do espectador.

E vale aqui um comentário final para lamentar que, entre tantas traduções desastrosas de nomes de filmes, “Nascido para Matar” seja especialmente infeliz – e incorra em dois pecados capitais. O primeiro é que a versão original tem estreita relação com essa perda da humanidade pela qual os jovens passam no treinamento. Full Metal Jacket diz respeito ao revestimento de metal mais duro de certas balas, uma analogia com o processo da perda de sensibilidade dos soldados. O segundo pecado é que o título em português acaba vendendo a grande arte de Stanley Kubrick como se fosse uma das vendetas brucutus de Charles Bronson.

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PLATOON

Oliver Stone – 1986

Os 10 melhores filmes sobre a Guerra do Vietnã (2)

Honra ao mérito: Deu o 1º Oscar de direção a um veterano de guerra.

Se as drogas e o alcoolismo não tivessem abreviado a vida do cantor, em 1971, Jim Morrison, dos Doors, talvez fosse o ator principal deste filme – um primeiro esboço do roteiro estava com o Rei Lagarto quando ele morreu numa banheira em Paris. Morrison era o artista que Oliver Stone queria para viver na tela as experiências que o diretor teve no Vietnã – Stone foi ferido duas vezes em combate e recebeu medalhas por bravura e heroísmo. Depois, virou militante contra a guerra.

O diretor queria que seu filme fosse uma resposta a Os Boinas Verde, de John Wayne, que glorifica a intervenção americana no Sudeste Asiático. Para Stone, não havia o que exaltar. A guerra era um inferno para onde partiam garotos cheios de ilusões de grandeza. Jovens que voltavam transformados com a degradação humana. A cena em que o soldado Chris Taylor (Charlie Sheen, que entrou na “vaga” de Morrison) impede que uma garota vietnamita seja estuprada por americanos é inspirada num acontecimento real – o próprio Stone interveio para impedir a violência num vilarejo.

Por essas e outras, Stone foi um diretor obcecado em resgatar o que viu, a ponto de encomendar pacotes especiais de Marlboro – ele queria que o tom cereja dos maços fosse idêntico ao que era nos anos 1960. Tanta exigência de realismo, nas locações selvagens das Filipinas, foi demais para alguns atores. Johnny Depp vomitava de nervoso entre as tomadas.

Assim como tinha acontecido com o diretor, Chris Taylor é um universitário que vai para o Vietnã como voluntário. Mas, assim que chega ao campo de batalha, todo o seu entusiasmo se transforma em angústia e impotência. Além de ter de enfrentar o inimigo, o soldado precisa sobreviver às hostilidades entre os recrutas no próprio pelotão – e conviver com sargentos muito diferentes entre si. Elias (Willem Dafoe) é quase um hippie, compreensivo e que serve como mentor dos mais novos. Já Bob Barnes (Tom Berenger, no melhor papel de sua vida) é um oficial cuja violência está marcada em seu rosto, cheio de cicatrizes.

A rivalidade entre esses dois sargentos será um dos pontos altos do filme, transformando a visão do protagonista quanto à natureza da guerra. Diferente de produções que destacam a ascensão do homem comum ao panteão dos heróis, Platoon revela que, do ponto de vista do cume, da infantaria, a guerra é muito mais uma questão de sobrevivência que de valentia.

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Corações e Mentes

Peter Davis – 1974

Os 10 melhores filmes sobre a Guerra do Vietnã (3)

Honra ao mérito: É o registro definitivo da Guerra do Vietnã.

Este documentário virou de ponta-cabeça a maneira como os americanos percebiam a Guerra do Vietnã. Àquela altura, o conflito já agonizava, a opinião pública já era consensual de que os soldados deveriam voltar para casa. Mas, vista e editada pela TV, a guerra parecia algo possível de absorver – fruto de uma ação estruturada, ainda que polêmica.

O filme de Peter Davis acabou com essa ilusão. Ele mostra, sem o filtro da ficção, quão contraditória, desorganizada e cruel foi a intervenção dos EUA no Vietnã. E também quão racista era a ideia que se tinha do inimigo. Numa cena, o general Westmoreland diz que o oriental não dá o mesmo valor à vida que o ocidental. Imediatamente, o filme responde com cenas de luto dos locais. Outro ataque a essa visão estereotipada acontece graças a uma inovação: pela primeira vez, um documentário dá voz aos vietnamitas.

E aí fica impossível não se sensibilizar com histórias como a de um homem que ganhava a vida fazendo caixões. “Muitas bombas, muitos caixões”, ele explica. “Estes aqui são para crianças, 800 ou 900 por semana. Eu mesmo perdi sete filhos. Mas isso não é nada perto do que está acontecendo no interior. Lá morre mais gente, não tem caixão para todo mundo.” Nixon e Kissinger recusaram-se a falar para o documentarista. Dá para entender por quê.

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O Sobrevivente

Werner Herzog – 2006

Os 10 melhores filmes sobre a Guerra do Vietnã (4)

Honra ao mérito: Deixa claro que na guerra, manter a sanidade é a grande batalha.

Diretor de filmes de arte aclamados, Herzog de vez em quando se envolve em produções comerciais para pagar as contas. Mas mesmo esses são filmes acima da média. Sua história sobre um piloto (Christian Bale) que se torna prisioneiro no Vietnã vai muito além do arroz com feijão. O primeiro passo para que um plano de fuga dê certo é lidar com o estado psicológico – em frangalhos – de seus companheiros de cárcere. E dele mesmo.

Sob a Névoa da Guerra

Errol Morris – 2003

Os 10 melhores filmes sobre a Guerra do Vietnã (5)

Honra ao mérito: Traz Maquiavel para o século 20.

Antes de apelidar um filme qualquer como uma aula de história, primeiro veja este aqui. Ganhador do Oscar de melhor documentário, tem um professor que é também protagonista na vida real de alguns dos acontecimentos capitais do século 20: Robert S. McNamara, o secretário de Defesa dos EUA nos governos Kennedy e Lyndon Johnson. Numa longa entrevista, esse senhor, já aos 85 anos, responsável por políticas que decidiram sobre a vida de milhares de pessoas, conta tudo o que viu.

Fala sem papas na língua a respeito da crise dos mísseis em Cuba (“foi só a sorte que evitou um conflito nuclear”) e onde o país errou na Guerra do Vietnã. Aliás, onde ele próprio errou. “Somos a nação mais poderosa do mundo. Mas jamais deveríamos aplicar nossa força econômica, política ou militar de forma unilateral. Se tivéssemos seguido essa regra no Vietnã, não teríamos ido.”

E tira daí 11 lições, ao estilo de A Arte da Guerra – o tratado militar de Sun Tzu, top 1 entre os gurus corporativos. Como esta: “Para fazer o bem, você pode ter de praticar o mal”. O diretor emoldura esse Maquiavel do século 20 em composições assimétricas, nas quais o rosto de McNamara domina todos os espaços. Como se oprimisse o espectador de forma a não deixar dúvida: esse foi um homem que se deveria temer. Os vietnamitas que o digam.

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Fomos Heróis

Randall Wallace – 2002

Os 10 melhores filmes sobre a Guerra do Vietnã (6)

Honra ao mérito: Tem ação garantida – helicópteros no 1º grande combate da guerra.

Sabe todos esses filmes de Vietnã com pinta de Woodstock? Muita maconha, trilha de rock…? Esqueça. Não é o caso aqui. Não quando se tem Mel Gibson como líder inspirador de uma cavalaria de helicópteros. Também porque o filme trata de uma época em que ainda havia idealismo na causa: 1965, ano da primeira batalha dos EUA contra os norte-vietnamitas.

Bom Dia, Vietnã

Barry Levinson – 1987

Os 10 melhores filmes sobre a Guerra do Vietnã (7)

Honra ao mérito: Lançou ao mundo um dos melhores comediantes do cinema.

A carreira de Robin Williams estava longe de ser um estouro até meados dos anos 1980. Só havia chamado a atenção com o papel principal de Popeye – uma comédia mediana, e olhe lá. A oportunidade que mudou sua vida foi interpretar um radialista americano iconoclasta em pleno Vietnã – era a chance de soltar sua espalhafatosa metralhadora de palavras. E seu personagem existiu mesmo: o DJ Adrian Cronauer atuou em Saigon nos anos 1960, com a missão de entreter as tropas.

Apesar de ter sido inovador, rejuvenescendo as transmissões, o próprio Cronauer assume que nunca chegou nem perto da irreverência do retrato que Williams faz dele. Chegou a comentar que, se dissesse as coisas que o ator fala ao microfone – grande parte improvisos do artista –, provavelmente acabaria preso e julgado pelo Exército. Corte Marcial talvez até fosse um exagero – mas faz algum sentido, sim.

Como na sequência hilária em que Cronauer/Wiliams (mais Williams que Cronauer) insere a própria voz fazendo perguntas na gravação de uma coletiva de imprensa de Richard Nixon, alterando o sentido das respostas. Olha só.

Cronauer: “Sr. Nixon, obrigado pelo comentário político conciso, mas acho que seria melhor para os homens no campo de batalha que sondássemos algo mais pessoal. Como você descreveria os seus testículos?”
Nixon: “Eles são molengas e não servem para nada”. (Na verdade, o presidente se referia aos vietnamitas.)
Cronauer: “É isso mesmo que o senhor está dizendo?”
Nixon: “Sim, falta a eles força física”.

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Tigerland – A Caminho da Guerra

Joel Schumacher – 2000

Os 10 melhores filmes sobre a Guerra do Vietnã (8)

Honra ao mérito: Tem o melhor da rebeldia de soldados confinados.

As plateias americanas adoram ver seus soldados sendo humilhados – e por militares do próprio país. Filmes dedicados ao treinamento dos recrutas poderiam constituir um subgênero em si, tantas as produções com esse ponto de partida: Os 12 Condenados já era nessa linha, assim como Nascido para Matar.

Tigerland faz bonito nessa tradição. A trama envolve um pelotão sofrendo as agruras e vexações de um treinamento para ir à Guerra do Vietnã. Mas, antes de partir para a Ásia, eles ainda vão passar por uma simulação realista do que seria a selva asiática: os pântanos terríveis de um outro campo, que leva o nome que dá título ao filme. Se eles precisam desenvolver ódio ao inimigo, não há formação melhor: Roland Bozz (Colin Farrell) é um rebelde que faz tudo para irritar seus superiores – e alguns colegas também.

É o caso do recruta psicopata Wilson, que vai tornar esse período em Tigerland mais arriscado para Bozz do que encarar um batalhão de vietcongs. Além da tensão constante, aliviada aqui e ali pela graça das insubordinações, o filme cresce com a transição da imaturidade para a liderança de Bozz. Uma passagem que Farrell transmite com solidez – neste seu primeiro grande papel no cinema.

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O Exército Inútil

Robert Altman – 1983

Os 10 melhores filmes sobre a Guerra do Vietnã (9)

Honra ao mérito: Prova que a intolerância está na gênese de qualquer guerra.

Embora seja uma obra menos conhecida de Altman, este é um dos melhores filmes a respeito da preparação para a Guerra do Vietnã. Enquanto outras produções com o mesmo tema apostam nos exercícios de simulação em campo, O Exército Inútil é teatro filmado – e quase tão claustrofóbico quanto um submarino. Tudo se passa dentro de um único cenário: um dormitório militar, onde um quarteto de jovens recrutas conversam, riem e tem conflitos enquanto espera a chamada para o embarque rumo à Ásia.

O diretor dá a entender – numa crítica velada – que esses garotos foram privados de toda a liberdade de pensamento. E talvez seja essa incapacidade de reflexão o gatilho para as angústias em relação uns aos outros, que vão aumentando de intensidade.

No fundo, o confinamento pré-combate é o verdadeiro campo de batalha: um subterfúgio para que o grupo, protagonizado pelo soldado Billy (Matthew Modine), discuta questões como racismo e diferenças de classe. E tem mais. Este é o primeiro filme de Vietnã a abordar uma verdade inconveniente para a mentalidade militar: a presença de homossexuais entre os pelotões. Para quem foi proibido de pensar, isso pode ser mais perturbador que um fuzil apontado para o rosto.

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Pecados de Guerra

Brian de Palma – 1989

Os 10 melhores filmes sobre a Guerra do Vietnã (10)

Honra ao mérito: Mostra a bravura de ser a voz da razão – quando a razão está morta.

Em novembro de 1966, soldados americanos de um mesmo grupo resolveram que seria agradável ter alguma descontração entre as trocas de tiros. Então sequestraram uma jovem vietnamita e a submeteram a estupro coletivo – antes de assassiná-la. O sargento que liderou esse crime de guerra argumentava que o plano infame seria “bom para o moral” dos homens. Isso é história.

O Exército tentou esconder o caso de todo jeito até que, três anos depois, o jornalista Daniel Lang contou tudo na revista The New Yorker. Como é de se imaginar, não foi bom para o moral. Essa barbaridade foi a inspiração para que Brian de Palma abordasse a questão delicada de como guerreiros podem perder toda a ética em situações extremas – quando o próprio comando estimula um “vale tudo” contra o inimigo. Até a mais sórdida das transgressões.

No filme, o contraponto à falta de limites é o soldado Eriksson (Michael J. Fox). Ele age como a consciência incômoda desse grupo, batendo de frente com o sargento Meserve (Sean Penn), o mais tarado e sociopata ali. Mas ele está em minoria. Eriksson aprende da maneira mais brutal que permanecer íntegro num contexto de violência generalizada é dos tipos mais complexos de heroísmo: o do tipo suicida.

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Os 10 melhores filmes sobre a Guerra do Vietnã (2024)

FAQs

Qual foi a maior batalha da Guerra do Vietnã? ›

Batalha de Huế foi uma das mais sangrentas e longas batalhas da Guerra do Vietnã, ocorrida entre janeiro e março de 1968, durante o ataque geral realizado pelas forças do exército do Vietnã do Norte e da guerrilha vietcong contra as forças sul-vietnamitas e norte-americanas em várias regiões do Vietnã do Sul, parte da ...

Quem foi o vencedor da Guerra do Vietnã? ›

Desfecho da Guerra do Vietnã

Depois que as tropas norte-americanas saíram do Vietnã, a situação dos sul-vietnamitas ficou desesperadora, e eles foram derrotados rapidamente. Em 1975, Saigon, capital do Vietnã do Sul, foi conquistada, e a guerra encerra-se com a unificação do Vietnã sob o comando do governo comunista.

Por que os EUA atacaram o Vietnã? ›

A mudança na postura dos Estados Unidos deu-se por causa da insatisfação com a incapacidade do governo sul-vietnamita de combater as tropas comunistas. A participação efetiva dos Estados Unidos no conflito ocorreu após o Incidente do Golfo de Tonquim, em agosto de 1964.

Por que Estados Unidos perdeu a Guerra do Vietnã? ›

Porque, após uma longa resistência dos vietnamitas, o governo norte-americano cedeu a pressões políticas e populares e se retirou do conflito. Essa medida permitiu que o Vietnã do Norte, comunista, invadisse e conquistasse o Vietnã do Sul, unificando a nação.

Quantos soldados os EUA perderam na Guerra do Vietnã? ›

Um longo conflito que tirou a vida de 58 mil soldados americanos e mais de 2 milhões de vietnamitas, custou mais de US$ 100 bilhões na época e, ainda assim, não conseguiu atingir os objetivos estabelecidos.

Por que Vietcong? ›

O regime de Saigon apelidou a FNL de "Viet Cong" uma contração pejorativa de Viet Nam Cong San (comunistas vietnamitas). O Vietcong era composto principalmente por milícias aptas para táticas de guerrilha, embora contasse também com unidades militares permanentes.

O que era um vietcong? ›

Movimento ou grupo guerrilheiro comunista do extinto Vietnã do Sul, que lutava contra o governo do Sul e contra o exército norte-americano que defendia esse governo, durante a Guerra do Vietnã. Relativo ou pertencente a esse grupo ou movimento.

Quem lutou contra o Vietnã? ›

Vejamos os dois lados que lutaram: Capitalistas: República do Vietnã (Vietnã do Sul), governada pelo ditador Ngo Dinh-Diem. Apoiado pelos Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia e Coreia do Sul. Socialistas: República Democrática do Vietnã (Vietnã do Norte), governada por Ho Chi Minh.

Quantos vietnamitas morreram na Guerra do Vietnã? ›

O total de vietnamitas mortos, civis ou militares, varia de 966 000 a 3,8 milhões. Entre 240 000 e 300 000 cambojanos, e 20 000 a 62 000 laocianos perderam a vida também. Já os americanos estimam suas perdas em 58 000 soldados mortos, mais de 300 mil feridos e 1626 ainda desaparecidos em 1975.

Quantas guerras o Brasil já perdeu? ›

O Brasilperdeu alguma guerra? Já. O Brasil ganhou todos os confrontos que travou, menos um, em que apanhou feio. Na Guerra da Cisplatina, de 1825 a 1828, o país foi derrotado por uma aliança de argentinos e uruguaios.

Quantas guerras já teve no Brasil? ›

Essas guerras ocorreram entre os séculos XIX e XX e são elas: Guerra Cisplatina (1825 – 1828), Guerra do Paraguai (1864 – 1870), Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918) e Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945).

Quais são os países que nunca perderam uma guerra? ›

O Canadá é o único grande país do mundo que nunca iniciou uma guerra em sua curta história, desde sua fundação em 1867. Ele esteve envolvido em algumas guerras, notadamente a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais, mas todas elas foram desencadeadas por outras países, geralmente Alemanha ou Grã-Bretanha ou ambos.

Quantas guerras Os EUA já participou? ›

Lista de duração da participação dos Estados Unidos em guerras
GuerraDatas
1.Guerra do Afeganistão10/2001 – 12/2016
2.Guerra do Iraque03/2003 – 12/2011
3.Guerra da Independência dos Estados Unidos04/1775 – 09/1783
4.Guerra do Vietnã03/1965 – 03/1973
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Quantas guerras Os Estados Unidos já perdeu? ›

Por que os Estados Unidos perderam suas três últimas guerras.

Quantas guerras Os Estados Unidos ganhou? ›

O país tornou-se uma superpotência depois de 1945, o líder global após a queda da União Soviética, e, basicamente, parou de ganhar guerras. Fora a Guerra do Golfo de 1991, quando o objetivo claro era expulsar o Iraque do Kuwait, os EUA não ganharam nenhuma guerra importante, clara e indiscutivelmente.

Qual foi o grupo que venceu a Primeira Guerra Mundial? ›

A “Grande Guerra” chegou ao fim em 1918, com vitória dos aliados da França e grande derrota da Alemanha. O ponto mais importante a se destacar quanto ao fim da guerra são as determinações do Tratado de Versalhes.

Como está o Vietnã hoje em dia? ›

O Vietnã é atualmente uma república socialista de partido único e, embora majoritariamente rural, tem passado por um importante processo de crescimento econômico.

Quem foi que ganhou a Segunda Guerra Mundial? ›

A Segunda Guerra Mundial chegou ao fim com a vitória dos Aliados sobre os Países do Eixo. As tropas soviéticas tiveram ação fundamental derrotando pela primeira vez o poderoso exército nazista, esmagando-o cada vez mais até atingir Berlim pelo lado Oriental.

Por que os EUA possuíam tropas no Afeganistão? ›

No dia 7 de outubro de 2001, os Estados Unidos invadiram o Afeganistão para uma vingança aos ataques terroristas de 11 de setembro orquestrados pela Al Qaeda. O objetivo principal da operação era caçar Osama bin Laden e punir o Talibã por fornecer abrigo aos líderes do grupo terrorista.

Que grupo se manifestou fortemente contra a Guerra do Vietnã? ›

A população civil americana era fortemente contra a participação do país na guerra, e cada vez mais protestava contra. Cartaz em protesto na capital dos Estados Unidos, pedindo para a saída do país da Guerra do Vietnã.

Por que Estados Unidos retirou as tropas do Afeganistão? ›

As disposições do acordo incluem a retirada de todas as tropas americanas e da OTAN do Afeganistão, uma promessa do Talibã de impedir a Al-Qaeda de operar em áreas sob controle do Talibã e, conversas entre o eles com o governo afegão.

O que é napalm é Saigon? ›

Em 8 de junho de 1972, Nick estava do lado de fora da aldeia de Trang Bang, cerca de 40 quilômetros de Saigon, quando a força área do Vietnã do Sul, por engano, bombardeou a região com napalm - uma substância altamente inflamável produzida à base de gasolina gelificada.

Qual é a diferença entre Vietcong e vietnamita? ›

Resposta. Vietcong era o apelido da FLN, Frente de Libertação Nacional do Vietnã do Sul, grupo comunista formado no Vietnã do Sul que, durante a guerra do Vietnã, também contava com combatentes do Vietnã do Norte. Na guerra os vietcongs combateram os Estados Unidos e o Vietnã do Sul.

Por que ocorreu este ataque dos vietcongues ao sul do Vietnã? ›

Participação americana na guerra

Apesar do apoio estadunidense, as tropas vietcongues (nome usado em referência aos vietnamitas comunistas do Norte) levavam a vantagem no conflito. O governo de Diem, que estava no poder desde 1955, passou por um forte enfraquecimento e enfrentou inúmeros protestos no Vietnã do Sul.

Quem estava certo na Guerra do Vietnã? ›

Essa guerra se tornou símbolo da Guerra Fria, pois a região norte do país era influenciada pelo comunismo, e a do sul, pelo capitalismo. Os Estados Unidos enviaram tropas para o Vietnã, porém foram derrotadas pelos guerrilheiros do norte. O país asiático foi unificado em 1976.

Quem financiou o Vietnã? ›

A partir da convenção de Genebra em 1954, o país dividiu-se em duas entidades distintas, o Vietnã do norte, apoiado e financiado pela União Soviética, e o Vietnã do Sul, apoiado pelos Estados Unidos da América.

Quem são os vietnamitas? ›

Originários do norte do Vietnã e do sul da China, os vietnamitas conquistaram boa parte das terras que pertenciam ao Reino Champa e ao Império Khmer, ao longo dos séculos. Atualmente são o grupo étnico dominante na maioria das províncias do Vietnã, e constituem uma parcela significativa da população do Camboja.

Qual foi a guerra mais curta da história? ›

A Guerra Anglo–Zanzibari foi um conflito militar travado entre Reino Unido e o Sultanato de Zanzibar em 27 de agosto de 1896, que durou aproximadamente quarenta minutos, e é a guerra mais curta na história.

Quantos vietnamitas têm no Brasil? ›

Os vietnamito-brasileiros são uma pequena comunidade no Brasil, consistindo em mais de 700 pessoas residentes permanentes de ancestralidade vietnamita.

Quem ganhou a Guerra do Vietnã e porquê? ›

Sem o suporte dos EUA, as tropas do sul vietnamita sucumbem, não conseguindo conter os comunistas do norte. Em 1975, os vietcongues conquistam a região do norte, unificando o país. Em 1976, a Guerra do Vietnã tem seu fim decretado sob vitória dos comunistas nortistas.

Quais são os principais Aliados do Brasil? ›

Entenda, a seguir, quais são os principais parceiros comerciais do Brasil e o que torna essas parcerias tão lucrativas e duradouras.
  • China. ...
  • Estados Unidos. ...
  • Argentina. ...
  • Holanda. ...
  • Alemanha. ...
  • Oriente Médio. ...
  • Soja. ...
  • Petróleo.

Porque o Brasil invadiu o Uruguai? ›

1 Em 1864, o Brasil invade o Uruguai para afastar do poder o setor blanco radical. Esse grupo convence o Paraguai de que os brasileiros iriam voltar-se contra sua soberania. 2 O exército paraguaio invade o Mato Grosso, em 1864, e a província argentina de Corrientes, em 1865, iniciando a guerra.

O que pode acontecer se tiver a 3 guerra mundial? ›

Uma nova guerra em escala mundial aconteceria mediante o uso de armas nucleares, conforme alguns analistas preveem. Estariam envolvidos países como Rússia, Ucrânia, Estados Unidos e outros membros da Otan, além de nações integrantes da União Europeia.

Qual foi a pior guerra de todas as guerras? ›

Segunda Guerra Mundial (1939-1945) A Segunda Guerra Mundial, travada globalmente entre 1939 e 1945, não só foi a mais mortal da história da humanidade, como criou o período mais sombrio já visto até então.

Quantas guerras A Alemanha perdeu? ›

Após 1945, com a Alemanha derrotada nos dois conflitos mundiais, e com isso o país acabou sendo dividido em duas partes: uma ocidental e outra oriental.

Qual foi o motivo do Brasil entrar na Segunda Guerra Mundial? ›

O Brasil entrou na Segunda Guerra Mundial após ceder à pressão do governo norte-americano para encerrar o período de neutralidade adotado pelo presidente Getúlio Vargas. Até 1937, o Brasil mantinha relações cordiais com a Alemanha, condição que foi rompida no ano seguinte. Ainda assim, o país manteve a neutralidade.

Qual é o país mais fraco do mundo? ›

Quais são os 10 países mais pobres do mundo?
ClassificaçãoPaísIDH
Níger0,377
República Centro-Africana0,381
Chade0,401
Sudão do Sul0,413
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Qual o país mais fraco para guerra? ›

País que não tem exército: Islândia - Membro da Otan, a Islândia não tem uma Força Armada desde 1989. O país possui uma força militar expedicionária voluntária.

Qual é o país mais fraco de guerra do mundo? ›

País que não tem exército: Vaticano - O menor país do mundo é o Vaticano e lá, como já era de se esperar, não tem um exército.

Qual o salário de um soldado americano? ›

Qual é a comparação do salário de Army Officer na empresa US Army com a faixa salarial base do cargo? A média salarial de Army Officer é de US$ 80.671 por ano em Estados Unidos, que é 0% maior do que o salário anual médio da empresa US Army para essa vaga, que é de US$ 80.222.

Quantos militares tem o Brasil? ›

Segundo informações fornecidas pelos estados e pelo Distrito Federal, a soma dos policiais militares na ativa em todo o país totalizava, em 2020, 385.883 pessoas – sendo 341.152 homens e 44.731 mulheres. Já o efetivo de policiais civis compreende a 94.418 agentes – 69.817 homens e 24.601 mulheres.

Qual o salário de um sargento do exército americano? ›

Salários de Sargento em Sheboygan, região de Estados Unidos
CargoLocalizaçãoSalário
Salários de Intern na : 1 salários informadosSheboygan, região de Estados UnidosUS$ 42.000/ano
Salários de Sales na : 1 salários informadosSheboygan, região de Estados UnidosUS$ 46.978/ano
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18 Aug 2022

Qual foi a guerra mais sangrenta dos Estados Unidos? ›

A Guerra Civil Americana ocorreu entre 1861 e 1865 e opôs as regiões Sul e Norte dos Estados Unidos. Foi a guerra mais mortífera da história estadunidense. A Guerra Civil Americana foi um conflito armado que transcorreu entre os anos de 1861 e 1865, nos Estados Unidos da América.

Quantas guerras tem no mundo? ›

Na atualidade, a guerra da Rússia e Ucrânia é foco, mas no mundo há, ao menos, outros 10 conflitos armados ocorrendo.

Quem perdeu a guerra do Vietnã? ›

Foi um momento humilhante para o país mais poderoso do mundo. A guerra do Vietnã é considerada a primeira derrota militar dos Estados Unidos — da qual ainda restam sequelas físicas e emocionais.

Porque EUA invadiu a Líbia? ›

Os Estados Unidos lançam em 14 de abril de 1986, por ordem de seu presidente Ronald Reagan (1981-1989), ataques aéreos contra a Líbia em retaliação ao patrocínio do país árabe de atos terroristas contra tropas e cidadãos norte-americanos.

Quantas guerras teve na China? ›

Lista de conflitos envolvendo a China
ConflitoCombatente 1Resultado
Segunda Guerra Sino-japonesa (1937-1945)República da ChinaVitória
Guerra da Coreia (1950-1953)Coreia do Norte China União SoviéticaEmpate
Guerra Sino-Indiana (1962)ChinaVitória
Guerra do Vietnã (1968-1970)Vietnã do Norte Apoiada: ChinaVitória
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Por que em 1941 os Estados Unidos declararam guerra ao Japão? ›

No Japão, o ataque a Pearl Harbor foi considerado e propagandeado como uma grande vitória da Marinha japonesa. Esse ato levou os Estados Unidos a declararem guerra ao Japão. A estratégia japonesa era impor rápidas derrotas aos Estados Unidos para forçar uma negociação e rendição dos americanos.

Qual foi o resultado da Guerra do Vietnã para os EUA? ›

Os Estados Unidos entraram definitivamente na guerra, na década de 1960, ao reagirem a um ataque das tropas do Vietnã do Norte a uma embarcação norte-americana. Opinião pública dos Estados Unidos foi contra a guerra. Resultado: retirada das tropas norte-americanas e unificação do Vietnã.

Quem lutou na Guerra do Vietnã? ›

A Guerra do Vietnã, ocorrida entre 1955 e 1975, foi um conflito entre Estados Unidos e o Vietnã do Norte, este último, apoiado pela União Soviética.

O que a Guerra do Vietnã tem a ver com a guerra fria? ›

Conflito que durou dezesseis anos (1959-1975) e considerado um dos mais violentos pós Segunda Guerra Mundial, a Guerra do Vietnã destaca-se como o conflito mais emblemático do período da Guerra Fria e marca um dos capítulos mais humilhantes da história militar norte-americana.

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